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Economia


07/02/2011

Brasil perde indústrias para outros países

Verena Fornetti


Com a dificuldade de exportar, o Brasil perde indústrias e projetos para países vizinhos e para a Ásia, segundo associações que representam fabricantes no país.

Segundo a Abal (Associação Brasileira do Alumínio), não há nenhum novo projeto de fábrica de alumínio no país. O presidente da entidade, Adjarma Azevedo, diz que o preço da energia elétrica - que representa grande parte dos custos do setor - torna proibitiva a criação e a ampliação de unidades aqui.

"Nós vamos perder investimento que poderia ser feito no Brasil. E os custos estão ficando impossíveis. A Valesul simplesmente desistiu, a Novelis fechou em Aratu (BA) e a pergunta no mercado é quem vai ser a próxima."

A Votorantim tinha projeto na área em Trinidad e Tobago. O investimento foi paralisado, porém, após a mudança de governo no país.

A fronteira do Brasil também ganhou atratividade. A anglo-australiana Rio Tinto já assinou carta de intenção para uma unidade de alumínio no Paraguai, onde a energia de Itaipu é mais barata.

A Abicalçados, que representa a indústria calçadista, destaca que há um ano começa a haver projetos industriais brasileiros no Caribe.

Segundo Heitor Klein, consultor da entidade, ao menos duas grandes empresas já produzem na região, motivadas pela redução de custos e por acordos que esses países têm com os EUA.

"Nós não defenderíamos que as empresas se instalassem em outros países. Mas, diante das condições do mercado brasileiro, nós entendemos que é uma alternativa de negócio que as empresas não podem ignorar", afirma..

A indústria calçadista, já há alguns anos, também investe na produção na Argentina. Grandes empresas como a Paquetá, a Coopershoes e a Vulcabrás fabricam no país. Segundo a associação do setor, porém, as empresas calçadistas no vizinho visam o mercado interno argentino, já que as barreiras impostas pela Argentina dificultam a exportação para o país.

De acordo com a Federação Democrática dos Sapateiros no Rio Grande do Sul, o Estado tem perdido empregos não só pelo recuo do setor, afetado pela crise global, pelo câmbio e pela concorrência dos asiáticos, mas também pela migração.

"A gente vê que até os encarregados que trabalhavam aqui vão para lá", diz o sindicalista Leandro dos Santos.

Na produção de óleo de soja, também há transferência da produção local, embora esse processo tenha se iniciado há mais tempo, com os benefícios tributários a exportadores de itens primários.

Na indústria têxtil, há aposta em unidades nos países sul-americanos -a Vicunha acaba de anunciar a fabricação de índigo na Argentina-, mas a Ásia é ainda mais atraente para o setor.


 
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