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08/04/2010

Prefeitura e USP estudam utilização de pavimento permeável para reduzir enchentes em São Paulo

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil


 
São Paulo - Um tipo de pavimento permeável está sendo testado pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a prefeitura da capital paulista para reduzir as enchentes na cidade. O asfalto ou concreto poroso permite que a água seja absorvida e fique armazenada em uma camada de 35 centímetros de pedra abaixo do concreto. A água fica armazenada temporariamente no espaço vazio entre as pedras e aos poucos vai saindo por um sistema de drenagem.

O professor de Hidráulica da USP e responsável pelo projeto, José Rodolfo Scaratti Martins, explicou que o pavimento está sendo testado em uma área de estacionamento de 1.600 metros quadrados. Os técnicos acompanham a capacidade de armazenamento, retenção, desgaste, quantidade de poluentes absorvidos, melhorias na manutenção e limpeza.
“Vamos estudar ao longo do ano quanto cada metro quadrado desse pavimento pode atenuar a impermeabilização causada pelas construções.”

O engenheiro da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras Afonso Virgilis afirmou que o pavimento permeável não é indicado para ser usado nas ruas de grande movimento, já que não é resistente ao tráfego pesado e repetitivo dos veículos.
Por esse motivo, a ideia é de que o pavimento permeável seja utilizado em áreas de estacionamento. “Se for colocado nas ruas de São Paulo é muito possível que ele se quebre e por isso se gaste muito dinheiro com uma coisa que em pouco tempo estará deteriorada.”

Mesmo assim, o engenheiro disse que a prefeitura quer fazer com que esse tipo de pavimento seja usado em estacionamentos de supermercados e hipermercados como método auxiliar de drenagem da água.
“Isso ajuda a diminuir as enchentes porque devolve a água ao sistema de drenagem em 12 horas e se tivermos uma grande área com esse pavimento a área toda vira uma piscina [interna, abaixo do asfalto]. O que chover fica parado lá e quando a chuva passa vai saindo aos poucos.”

Virgilis destacou que o pavimento permeável não é a solução para todos os problemas de alagamento em São Paulo. Segundo ele, as áreas críticas onde há enchentes costumeiras necessitam de outras medidas. O pavimento permeável, entretanto, pode ajudar a evitar que a água desça para esses locais que costumam ser mais baixos. Ele disse ainda que esse tipo de pavimento não é ideal para locais onde a água fica enlameada já que as partículas entopem o material.

“A ideia é aplicar esse tipo de pavimento onde á água da chuva não venha com poluição para não entupir esses poros. A ideia é conter essa água da chuva antes de chegar nas áreas de alagamento, fazendo esse pavimento em pontos mais altos onde ela é mais limpa.”

No momento, os pesquisadores estudam as normas para a utilização do pavimento e formas de incentivar os proprietários de grandes áreas a realizarem a obra. Entre as sugestões estão abatimentos no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

O professor da USP afirmou que o custo é de 20% a 22% mais alto, mas feito em larga escala tende a ter seu preço reduzido e igualado ao do asfalto convencional. O pavimento permeável já é utilizado em diversos países do mundo. No Brasil, os estudos começaram a ser feitos no final de 2009. O professor acredita que até o final de 2010 parte da pesquisa já esteja concluída. Para o próximo ano, os técnicos devem começar a estudar a capacidade de ampliar a carga suportada pelo asfalto.

 

 
Edição: Lílian Beraldo


 
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