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Empresário cria "Uber" de cabeleireiros, manicures e massagistas

Um novo aplicativo brasileiro, o Singu, que usa a mesma lógica dos táxis chamados por celular, propõe ligar clientes e profissionais de beleza que prestam serviços como manicure, penteado, maquiagem e massagem.

Os profissionais se deslocam até a casa do cliente, numa espécie de salão de beleza delivery. Os preços vão de R$ 70 (pé e mão) a R$ 220 (maquiagem).

O criador do aplicativo é o empresário Tallis Gomes, 29, que fez o Easy Taxi em 2011 e saiu da empresa no ano passado. "Queremos ser um salão de beleza de luxo delivery. O nome Singu vem de singular, que é a experiência que queremos oferecer", afirma.

Lançado em 19 de dezembro de 2015, contabiliza mais de 10 mil downloads. O aplicativo está disponível nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para iOS e Android.

A ideia de levar o salão até os clientes surgiu em dezembro de 2014, quando uma amiga advogada se queixou que a manicure que ia à empresa havia faltado, e suas unhas estavam feias para uma audiência.

Profissionais são checados
Antes do cadastro, que é grátis, os profissionais têm seus antecedentes criminais e experiência profissional checados. Depois, passam por um treinamento comportamental e técnico, sobre como prestar o serviço dentro do padrão Singu, com tópicos como simpatia e higiene. O cliente não pode escolher o profissional que irá atendê-lo.

"Nós não trabalhamos para o consumidor final, trabalhamos gerando mais negócios para o prestador de serviço", diz Gomes. O profissional paga uma comissão por serviço, similar ao modelo adotado nos salões de beleza. Enquanto em um salão a comissão fica em torno de 50%, segundo o empresário, no aplicativo é de 30% -- 25% para o Singu e 5% para custear o meio de pagamento.

O pagamento é feito pelo próprio aplicativo, com cartão de crédito. O serviço deve ser agendado com, no mínimo, 12 horas de antecedência. Os profissionais incluem sua região de interesse e sua agenda e escolhem os pedidos que vão atender.

Depois da prestação de serviço, é feita uma pesquisa de satisfação com os clientes. Profissionais mal avaliados passam por uma reciclagem e, em caso de reincidência, são removidos da plataforma.

Antes de lançar a empresa, Gomes fez testes para testar o melhor modelo. "Inicialmente, a ideia era incluir vários serviços de beleza e bem-estar, como personal trainer e depilação. Mas vimos que era melhor focar em áreas em que a barreira de experimentação do cliente é menor."

Desafio é mudar hábito
Para Amure Pinho, presidente da ABStartups (Associação Brasileira de Startups), conectar prestadores de serviços a clientes pelo celular deve funcionar no mercado de beleza assim como funcionou no de táxis e em outros segmentos, como o de alimentação, com os aplicativos de delivery.

Ele diz que o principal desafio, no entanto, é vencer uma barreira cultural. "Ele tem que convencer aquela usuária que já tem seu profissional de confiança de que ela terá uma experiência excepcional com o serviço, mesmo que prestado por um desconhecido, e de que ela ganhará tempo com isso."

Pinho recomenda que empreendedores testem versões do seu produto, como fez Gomes, para fazer as adaptações necessárias. "O teste pode te indicar o melhor caminho a seguir, em que área focar. Não é bom começar um negócio atacando várias frentes porque é difícil comunicar isso ao seu cliente e fazê-lo entender sua proposta", afirma.


Fonte: Economia UOL


 
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