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Empreendedorismo




Jovem mostra que é possível ganhar dinheiro com vídeos na internet

Quem assiste aos vídeos de Felipe Castanhari, 25, no Canal Nostalgia, não imagina que por trás das lentes há uma equipe com 12 pessoas. Toda essa estrutura é necessária para dar conta do sucesso: cada vídeo têm, em média, mais de um milhão de visualizações. Além de “YouTuber” influente, Castanhari tem uma interessante história de empreendedorismo na internet.

O Canal Nostalgia começou no fim de 2011. Castanhari gostava de assistir vídeos no YouTube, e um dia resolveu buscar produções sobre referências culturais da sua infância. Diferente do que ele imaginava, o resultado foi frustrante. “Eu queria algo sobre coisas como Sonic e desenhos antigos, mas ninguém tinha criado nada sobre isso. Percebi então uma demanda pelo tema e resolvi desenvolver meu primeiro vídeo”, afirma.

Na época, Castanhari trabalhava como animador 3D, e estava bem estabelecido financeiramente. Esse foi um incentivo para ele investir no seu negócio próprio. Afinal, se as coisas dessem errado, ele poderia facilmente voltar ao emprego antigo.

Com uma câmera de vídeo emprestada de uma amiga, e usando o seu quarto como plano de fundo, o “YouTuber” gravou o seu primeiro vídeo e fundou oficialmente o Canal Nostalgia.

Não houve sucesso imediato. Os quatro primeiros vídeos não conseguiram passar de 1.000 visualizações. Mesmo com o resultado ruim, a vontade de empreender e de conquistar uma liberdade de criação o incentivaram a continuar. “Passei um tempo pesquisando e preparando uma edição e um conteúdo melhor. Os primeiros programas eram bem simples e essa era uma cartada final antes de desistir daquilo”, afirma.

O vídeo sobre a Tv Cruj (clássico programa infantil do final da década de 90) finalmente alcançou o resultado esperado e conseguiu 50 vezes mais visualizações do que as primeiras experiências. Tudo isso graças a uma estratégia de divulgação diferente. Castanhari enviou e-mail para vários blogs famosos recomendando o seu próprio vídeo, mas sem se identificar como o autor. “Eu mandei para mais de 40 blogs mensagens como ‘olha só que bacana esse vídeo, acho que vale publicar’. Por sorte alguns gostaram do programa e postaram nos seus sites”.

Monetizando em vídeo
O crescimento continuou e o Nostalgia conseguiu alcançar um público de forma espontânea, chegando a aparecer como destaque na página inicial do YouTube. A partir do quinto vídeo, Castanhari aumentou sua equipe, e se tornou sócio do roteirista Fábio de Almeida, que passou a ajudar tanto na produção dos vídeos quanto na administração da marca. A partir dessa parceria, o canal organizou um plano de negócios e foi aos poucos aumentando sua popularidade.

O retorno financeiro não veio tão depressa, pois a monetização em vídeos depende principalmente de um alcance de público em escala. Hoje, o canal fatura em três frentes: porcentagem em anúncios do YouTube, publicidade nos vídeos e vendas de produtos personalizados da marca. O faturamento varia entre R$ 40 mil e R$ 70 mil por mês.

O Nostalgia conta hoje com mais de três milhões de pessoas inscritas no canal e quase dois milhões de seguidores no Facebook. Toda semana são postados dois vídeos diferentes. Castanhari hoje se mantém apenas com a renda do canal e pretende em breve aumentar a produção. Ainda para este mês, ele e sua equipe planejam lançar um produto novo e inaugurar um estúdio profissional onde todas as gravações vão acontecer.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios


 
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