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Empreendedorismo




Poesia inspirou microempresário a deixar a publicidade e abrir confecção

Por Bruno Rosa

Há quatro anos, Gledson Vinícius decidiu largar a carreira publicitária e viver de sua paixão pela poesia. Na cabeça, ele tinha apenas uma ideia: criar uma grife inspirada na literatura. Mas, no bolso, não tinha recursos financeiros nem um plano de negócios para a futura empresa. Nascia assim a Poeme-se, com apenas alguns modelos de blusas estampadas com poemas e a esposa, a professora de letras Gabriella Santoro, como sócia.

O objetivo, lembra Gledson, era apresentar a poesia de outras formas. O primeiro passo foi se capitalizar. O casal, então, vendeu o carro com o objetivo de obter o capital inicial para começar as atividades. Com o dinheiro, foi atrás de fornecedores de tecidos e empresas especializadas em estampas.

— O início foi muito difícil. Perdemos muitas peças, pois escolhemos os fornecedores errados. Como não tínhamos referência, perdemos muito dinheiro porque a roupa não ficava legal. O primeiro teste de vendas foi quando abrimos um estande no Teatro Armando Gonzanga durante um sarau. Queríamos ver a aceitação do público, e foi surpreendente. As pessoas gostaram da ideia — recorda-se Gledson.

Depois da primeira experiência, começaram a vir outras, como a participação na Babilônia Feira Hype e na feira do Rio Antigo, no Lavradio, no Centro do Rio.

— Participar das feiras é algo extremamente importante. Liguei para eles e procurei saber como funcionava. Participar desses eventos é o mais importante no início, pois é uma forma de muitas pessoas conhecerem seu trabalho. Na Babilônia Feira Hype, eles gostaram da minha grife e da minha ideia. Já na Feira do Rio Antigo, o processo foi mais difícil, pois é muito disputada. Eu ia com minha esposa e ficávamos o dia inteiro lá — diz Gledson.

PLANO DE NEGÓCIOS FOI IMPORTANTE PARA EMPRESA

Conforme ia vendendo suas peças, Gledson percebeu a importância de montar um plano de negócios. Segundo ele, mesmo sendo uma pequena empresa, é importante traçar os planos a médio e longo prazos. Ele afirma que o plano de negócios deve listar uma série de questões, que vão ajudar, diz ele, a direcionar os negócios.

Ele cita alguns pontos, como mapear os fornecedores e ver quem está mais perto, identificar o público comprador, o preço médio do mercado e os principais concorrentes, o volume inicial de capital para iniciar os negócios e ver no banco qual é o volume de crédito disponível.

— Fazer esse plano de negócios foi essencial. Primeiro, me capitalizei. Depois, procurei entender como estava o mercado no qual atuaria, estudar os concorrentes e seus preços. Eu só tinha uma ideia na cabeça. Por isso, fui buscar informação. Para quem está começando, informação é essencial. Isso é importante para quem quer começar no ramo. Com informação, é possível buscar um diferencial e sair na frente da concorrência — avalia Gledson.

Enquanto participava das feiras, a Poeme-se começou a vender suas peças para multimarcas do Rio, São Paulo e Minas Gerais — hoje, são 16 ao total. Conforme ganhava escala, a Poeme-se passou a aumentar seu portfólio de produtos, levando a poesia para outros itens, como porta-canecas, cadernetas, botons e batas.

A ideia, diz o empresário, era aumentar o tíquete médio dos produtos: as blusas básicas custam R$ 54. Passou ainda a fazer ações em feiras literárias como a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a Festa Literária de Poços de Caldas (Flipoços), a Festa Literária de Santa Teresa (Flist) e a Feira Literária de Valença (Fliva).

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— Também passamos a investir na internet. O site de compras levou mais de um ano para ficar pronto. Foi algo muito difícil e caro. Não teve consultoria, fomos pedindo indicações a amigos — recorda.

Gledson ainda tem muitos planos.

— Estamos investindo na criação de um espaço literário em Marechal Hermes (no subúrbio do Rio). Como minha família tem uma casa lá, e que funciona como estoque hoje, quero transformar o local em uma casa da poesia — adianta ele, que até o fim do ano passado era microempreendedor individual e hoje já tem empresa registrada.

 

Fonte: O Globo


 
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