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Empreendedorismo




Deixei de ser funcionário para virar empresário

A motivação de Aline Ferreira foi a maternidade. Depois que sua filha Sofia nasceu, decidiu que não podia continuar com a rotina de 12 horas de trabalho, mais quatro de deslocamento no trânsito do Rio de Janeiro. Já estava acostumada. Foram 18 anos de carteira assinada, 11 deles dedicados ao intenso mercado de varejo. Em 2013, no entanto, percebeu que precisava mudar, queria ter tempo também para se dedicar à filha, mas sobrava pouco para ela.


Aline passou por algumas das principais redes de varejo de roupa do Brasil. Como gerente comercial regional, coordenava 22 lojas quando engravidou, em 2011. Era uma rotina de trabalho intensa, compensada com o salário de executiva sênior e os bônus ao longo do ano. Depois que teve bebê, Aline foi convidada para assumir a gerência de outra grande rede.


— Por mais que assuste pensar que, antes, coordenava mais de vinte lojas, eu ainda tinha alguma flexibilidade, pois programava meu dia pensando em escapar dos congestionamentos. Quando mudei de companhia, passei a trabalhar em escritório fixo.


A carga horária continuou forte, mas passei a perder muito tempo no trânsito. Eu chegava sempre muito tarde em casa e não conseguia mais ver a minha filha acordada —lembra Aline.


Logo a executiva percebeu que não aguentaria muito tempo no novo emprego. Casada com um funcionário público, contou com o apoio da família para mudar de vida. Decidida a abrir um negócio próprio, só tinha um problema. Se faltava tempo para a filha, sobrava menos ainda para pesquisar o mercado. Durante sete meses, o marido aproveitou as horas vagas para pesquisar franquias. A única certeza que eles tinham é que o empreendimento tinha que ser perto de casa, na Ilha do Governador.


Em janeiro deste ano, Aline largou a rede varejista para se envolver integralmente nas mudanças que pretendia realizar. Com algumas opções de franquia em mente, pesquisou mais, participou de reuniões, ouviu conselhos e viajou para conhecer de perto algumas fábricas. Foi assim que optou por abrir um quiosque da Piticas, marca de moda criativa, no shopping Ilha Plaza.


— Não é fácil pedir demissão para virar empresária. Por maior que seja a ralação, quando você é funcionário, você não participa de tantos processos para o desenvolvimento da companhia. Tem muita coisa pronta: o RH está lá, o financeiro também, cada um faz a sua parte. A partir do momento que resolvo abrir a minha empresa, eu preciso me envolver em tudo. Corri atrás do meu CNPJ, busquei um contador, fiz processo seletivo para contratar três funcionários, cuidei da contratação, entre outras coisas.


Apesar das dificuldades, Aline festeja o faturamento do primeiro mês da empresa. Em pouco tempo, acredita atingir a renda que tinha quando era executiva e, o melhor, comemora o tempo maior com a filha.


— Se engana quem pensa que vai trabalhar menos, sendo o próprio patrão. Eu continuo trabalhando doze horas por dia, mas tenho total flexibilidade. Consegui abrir o quiosque em um shopping perto de casa, posso levar e buscar minha filha na creche e estou a cinco minutos da minha casa, bem diferente das quatro horas que me separavam dela diariamente.

Fonte: O Globo, na base de dados da Fenacon


 
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