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Empreendedorismo




Sonho de ter a própria empresa é um dos mais perigosos no Brasil

 
 
Roberto Paiva / Diego Bertozzi / Edney Silvestre

 

 
 
Muitos brasileiros continuam tentando formar a própria empresa, mas só quem se prepara consegue


 
 
É o desejo de muita gente. "Eu quero ser patrão um dia, ter meu próprio negócio". "Uma vida financeira melhor". Mas dá um trabalhão e pode ser fonte de muitas decepções também.


Um levantamento do Sebrae mostra que a mortalidade das micro e pequenas empresas paulistas vem caindo, mas ainda é alta. Uma em cada quatro morre menos de um ano depois de aberta e olha que já foi pior.


Em 2001, essa razão era de uma em cada três. Também diminuiu a quantidade de empresas que fecharam as portas com mais de cinco anos.


"A mortalidade está em uma tendência de queda por duas razões básicas: as pessoas estão melhor preparadas para lidar com pequeno negócio, maior escolaridade e tem mais acesso a informação, ao conhecimento", explica o diretor superintendente do Sebrae/SP, Ricardo Tortorella.


O ponto em comum a quase todas que sobrevivem é a preparação dos sócios. Uma fábrica de calçados e bolsas começou pequenininha, cresceu e chegou a ter 400 funcionários, mas o empresário de Minas Gerais passou por maus bocados.


O Getúlio Guimarães, que era o dono na época, não tinha curso de qualificação e a empresa fechou. Durante os cinco anos que ficou fora do ramo, ele se atualizou, montou uma nova estrutura e conseguiu reabrir a fábrica.


"No primeiro momento da nossa empresa nós éramos excelentes estilistas e bom sapateiros, mas não sabíamos as técnicas de administração, não tínhamos conhecimento de gestão empresarial".


No Rio, o casal Mari e Mauricio - ele engenheiro, ela professora, com bons empregos - resolveram transformar o hobby de criar brinquedos para os filhos em uma forma de ganhar dinheiro. Mas eles descobriram que ser patrão e empregado ao mesmo tempo é uma situação complicada.


"Muita informação nos faltava como certificações, como começar uma indústria no Brasil, como comercializar. A maioria das questões que um novo empresário obtém ao criar um negócio", afirma o dono da fábrica de brinquedos, Maurício Gilson Borba.


Em São Paulo a Vanessa e a Diná, mãe e filha, antes mesmo de abrir a loja de roupas em 2008, correram atrás de qualificação.


Vanessa se formou em moda e Diná, que era dona de casa, passou dois anos fazendo cursos para se tornar empresária. Agora elas perceberam que precisam ampliar o número de clientes. Não tiveram dúvida: voltaram a se qualificar.


"Sem saber como é que a gente vai montar um negócio. Então acho que nós fomos para o caminho certo e não paramos".

 

 
 
Fonte: Jornal da Globo


 
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